Arquivo para a categoria ‘Poesia’

Poesia

Relâmpagos -
cordões de prata brilhantíssima
no estojo de veludo negro
da noite.



Poesia

DE PRÓPRIO PUNHO
De próprio punho.
Pena é punhal
que sangra o peito.
Escorre o sangue azul:
nobreza da palavra.
Mão que empunha.
Balé de dedos e nervos,
na coreografia da emoção.



Poesia

VENTO
Nos sobrados carcomidos,
o vento, com seu açoite
varre sonhos esquecidos
no tempo escuro da noite.
Entra nas salas escuras
com seu cheiro de passado.
Vento que vem das lonjuras,
conduzindo o que é lembrado.
Venha vento companheiro,
suave, no fim da tarde.
Como vento verdadeiro,
me traga também saudade,
mas me mostre o paradeiro
dessa tal felicidade.